quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Veludo

A história da banda carioca Veludo, surgida no inicio dos anos 70, é tão obscura quanto a de qualquer outra banda daquela época - como Módulo 1000, A Bolha, Vímana , Peso e Scaladacida. Era um tempo onde a juventude queria ir além do Tropicalismo, que era mais acessível, e beber das fontes importadas de bandas como Yes, ELP e King Crimson. Enquanto no Brasil, os únicos grupos que tinham um certo reconhecimento, como Mutantes e Terço, só se apresentavam mais pelo interior do estado, haviam também outros que ganhavam muito dinheiro cantando em inglês e se apresentando na TV e nas capitais, como o Pholhas e Menphis, seguindo a linha de Morris Albert (cantor de Fellings).

Em contrapartida, surgiria em 1974, o Veludo, sob a liderança do tecladisda e compositor Elias Mizrahi. Tinha ainda em sua formação o guitar-hero Paulo de Castro e o ex-Bolha, considerado por muitos como o melhor baterista carioca, Gustavo Schoeter (que depois tocaria na Cor do Som) e, no baixo, Pedro Jaguaribe. Antes disso se chamava Veludo Elétrico e chegou a ter entre seus integrantes: Lulu Santos e Fernando Gama (que saíram para formar o lendário Vímana), Rui Motta, Tulio Mourão e Luciano Alvez (que passaram pelos Mutantes, liderado por Serginho Dias). Fernando Gama integraria depois o Boca Livre, Tulio Mourão tocaria com Milton Nascimento entre outros, e Luciano Alvez nos primeiros discos de Pepeu Gomes.

O som do grupo nessa época era basicamente calcado no hard-rock, talvez com toques de Deep Purple, e muito improvisado. Muitas vezes parececiam que tocavam tão alucinados que iriam se perder no meio dos temas. Natural, pois o Veludo Elétrico fez muitos shows pelo Rio de Janeiro tocando Rolling Stones, mas a proposta do agora "Veludo" já se destanciava bastante da original. Contudo, a fama da banda se espalhava com enorme repercurssão. Diversas eram as dificuldades naqueles anos (1974-1975), pois nenhuma gravadora estava disposta a levá-los para o estúdio e investir; o som era muito mais experimental. Aliás, de experimental no Brasil, só o Hermeto Pascoal conseguiu alguma coisa, mesmo assim teve que sair do país.

Por causa disso, alguns fãs levavam gravadores para as apresentações afim de obter registros das músicas e assim, no início dos anos 90, surge o disco 'Veludo ao Vivo' (1975), fruto da atitude de um fã que teve a coragem de prensar 2000 cópias e, dessa forma, prestar uma valiosa contribuição para a história do rock nacional. O som foi gravado da apresentação da banda no projeto Banana Progressiva, impulsionado pelo multimídia Nelson Motta. Uma raridade imperdível, apesar da baixa qualidade técnica da gravação - o que é perfeitamente compreensível.



Veludo - Ao Vivo 1975

Senha: rockprogressivobr

15 comentários:

Kuêi disse...

O Rafa como que baxa a música nesse mediamax?

Rock Progressivo disse...

e so vc clicar em download Kuei ai vai abrir uma janela pra vc salvar o arquivo

Mizrahi disse...

A banda Veludo, juntamente com outras lendas do Rock Progressivo nacional (Vimana, O Terço, A Bolha, Mutantes,etc) foi um dos maiores expoentes do gênero nos anos 70.
O baterista Gustavo Shoeter (ex-Bolha), Paul de Castro (ex-Mutantes): guitarra, Nelsinho Laranjeiras: baixo e Elias Mizrahi: teclados, faziam parte da formação clássica no auge da banda.
O Veludo após longo período inativo, ressurge agora no cenário carioca com uma especial apresentação dia 19 de Dezembro (sexta-feira) 2008,às 22h, no Espaço Néctar em Vargem Grande, Estrada dos Bandeirante, 22.774, RJ. Informações: 2428 1387 , 2547-1418
Liderado pelo tecladista fundador Elias Mizrahi, a banda volta em plena forma e prometendo uma apresentação no melhor estilo que a consagrou no passado.
Músicas dos anos 70 e novas composições do único disco oficial lançado pela banda "A Revolta" estarão no repertório!
Show imperdivel para os saudosistas, curiosos e todos os apreciadores da boa musica! E será també o lançamento da carreira solo do genial Elias Mizrahi!!!
Banda de abertura: The Doors Cover.

Anônimo disse...

Em performance incrível, debaixo de forte chuva, a incrível banda Veludo, um dos maiores expoentes do rock progressivo carioca dos anos 70, apresentou-se no Espaço Néctar, no último dia 19, contando com a participação de Neryno Paulo, de Gustavo Schroeter, e de seu líder, o genial Elias Mizrahi, que na ocasião lançou-se em carreira solo, para a alegria de todos os apreciadores da boa música. Músicas dos anos 70 , do cd A Re-volta, foram executadas no repertório!!!
Elias Mizrahi foi um show a parte!!!
Parabéns!!!
Dizem que vem mais por aí!!! Aguardamos ansiosos as novidades para 2009!!!!

Grace Lowel

kyra disse...

Sem dúvida uma fonte inesgotável
de talento e bom gosto
Elias mizrahi além de um showman
que nos alegra;
Nos emociona com total irreverência e com seu estilo totalmente único
tornando sempre um prazer ouvir suas músicas...
PARABÉNS !!!!! kyra

Anônimo disse...

Parabéns aos responsáveis em conceder esse espaço que serve para se registrar fatos que são da maior importância para a memórias desse país e que devem ser falados e escritos eternamente. Falo especificamente desse fenomenal mago das sonoridades, que tive o privilégio de recentemente,numa sexta feira chuvosa, ir pra poder constatar. "ELIAS MIZRAHI",minha gente!! è de arrepiar tamanha musicalidade , sonoridade, presença de palco canto e instrumentista de primeira linha na música de todos os tempos...
O "cara" é simplesmente arrasador, uma aula pra esses que acham saber alguma coisa sobre o que só ele mesmo pode e faz. Impressionante!! Foi pra botar essa garotada que jamaids imaginou existir tamanha beleza em se ver e ouvir um "som" desse de parar tudo e ficar babando. Deve se louvar a sua eterna banda também, com a presença marcante de seu baterista, fundador também, Gustavo Schroeter e Nerino Paula na guitarra e baixo, a acompanhá-lo. O "CARA" é de arrepiar, um arraso!!! Veio com sua habitual naturalidade nos brindar com composições inéditas de tirar o fôlego e algumas de seu recente cd "A RE-VOLTA", Isso sim é quer nos dá o prazer em continuar a achar que existe uma luz sim bem lá no final, que eu só posso é me reveremciar a um dersses que sem dúvida possui esse maravilhoso dom , ainda pouco conhecido a nível nacional, por incrível q possa parecer, mas extremamente reconhecido como expoente máximo da criação e interpretação de todos os tempos. Um barato!!! Sem igual. Que Deus e a humanidade protejam esse que com sua "verdade" e carisma pode salvar-nos desse mal que assola a humanidade e nosso planêta, essa total falta de qualidade, que afinal chegou a hora do basta. E é por isso que estou me incluindo como apenas uma tetemunha ao vangloriar e exaltar a importância de veículos como esse que nos dá uma brecha pra dizer que "ELIAS MIZRAHI" & BAND - "VELUDO", estão por aqui e consequentemente ainda pode se ter a esperança de que agora sim , sem mais como não, temos o melhor. Valeu demais grande e magno "Elias".

Anônimo disse...

Um fenomeno ...seu brilhantísmo é inconfundívél...com conteúdos magicos !!!!
Parabéns !!!!! Quanto mais ouço ... mais admiro !!!! Único e exclusivo ....o extraordinário trabalho desse poeta e compositor chamado Elias Mizrahi ...é .indiscutivelmente,... excepsional !!! !!! Parabéns ...pelo magnífico trabalho e a vcs Lyncoln, Gustavo, Paul ... e todos que contribuiram de maneira significativa para garantir o sucesso dessa Banda que não há como ser comparada .. ...as composições,os arranjos ... ,, de Elias ... ....nos fazem viajar pelo infinito... ,rumo ao um mundo de sonhos .. ...
Obrigada a todos pelas palavras de elogios e de agradecimento e em especial a vc meu kyrydo Elias Mizrahi ... fiquei muito Feliz ao encontrar seu comentário recentemente colocado no You tub onde dizia :"_TEU FOCO--

É.. PRA QUEM SABE OUVIR, ESTE ARRANJO DO "MAESTRO" É SUBLIME....
É O "MUST"!! E SE FOR QUERER MESMO ENTENDER, É SÓ SENTIR A LUZ... OU RELAXAR MESMO, PORÉM FICAR COM ESTAS IMAGENS TÃO LINDAS QUE ESSA MAGA PESSOA CHAMADA kYRA TEVE O IMPULSO MAIS NOBRE EM CRIAR A ATMOSFERA EXATA PARA ESSA VERDADEIRA POESIA SEM LETRA ALGUMA, POIS TUDO FICA TÃO NÍTIDO... NO "TEU FOCO". PARABÉNS kYRA.
ELIAS MIZRAHI "
Pois vc sabe da admiração e respeito que tenho pelo seu belíssimo trabalho e o motivo de ter criado a atmosfera exata se deve ao fato de conhecer todas as suas músicas mesmo as que nunca foram exibidas em nenhum show ou tocadas num cd e Eu Garanto que tem muita coisa linda .... não estou falando apenas de suas composições do passado que não sei por qual motivo permanecem desconhecidas ... mas também de composições recentes que são um verdadeiro convite ao lúdico , (a arte de conduzir seus sonidos sempre nos leva a um estado hipnótico de satisfação prazer e orgulho de termos alguém de tão ráro talento .... Valeeeu Elias !!! Valeeeu !!!

Anônimo disse...

MEU DEUS!!! EU NÃO POSSO ACREDITAR! PARABÉNS pra "Brazilian Progressive Rock" POR ESSE VALIOSO PRESENTE EM NOS BRINDAR COM UMA MATÉRIA MUITO RELEVANTE A RESPEITO DESSA QUE MUITOS CONSIDERAM COMO A MELHOR DE TODAS AS BANDAS DO PROGRESSIVO MUNDIAL. O "VELUDO", MARAVILHA!!! QUEM ASSISTIU OU POSSUEM SEUS 2 CDS QUE SÓ FORAM LANÇADOS NA VIRADA DO MILENIO E EM MEADOS DESTE, SABE MUITO BEM QUE ACONTECIMENTO DIGNO DE PESQUISA E SABER MAIS POIS SABEMOS QUE SEU LÍDER, FUNDADOR E COMPOSITOR, REMANESCENTE ESTA DE VOLTA EM ESTUDIOS TANTO COM UM TRABALHO PESSOAL QUANTO A SUA PRÓPRIA E HISTÓRICA BANDA, REPITO, PRA QUEM QUEM NÃO SABE QUE ESSA SIM FEZ ACONTECER UMA NOVA LINHA DE SOM, OU SEJA LINDA SONORIDADE E BOM GOSTO. VALEU E FALO POR TODOS OS QUE CONHECEM E SABEM MUITO BEM QUE VALE A PENA PESQUISAR TANTO POR SEU LÍDER, O TECLADISTA E CANTOR ELIAS MIZRAHI QUANTO SUA BANDA VELUDO. PODEM PESQUISAR.

Anônimo disse...

É simplesmente o que de melhor e mais criativo som que a tecnologia nunca vai conseguir. O talento que vem atravessando o tempo, mesmo com pouca atenção da mídia. Mas quem viu, sabe! Essa que foi, e ainda é considerada como, uma das mais autenticas e marcantes bandas de todos os tempos, o "VELUDO"! E tem mais uma relíquia gravada pra deleite de sua imensa galera. E por isso deve ser comentado e devida-mente divulgado. Trata-se ,de seu mais novo trabalho já lançado. Um cd "A RE-VOLTA" por seu compositor e líder, Elias Mizrahi que continuará a partir de asgora com seu trabalho solo também. Confiram na sua homepage www.eliasmizrahi.multiply.com e temas inéditos no you tube.

Anônimo disse...

Sem brincadeira mesmo. É de uma colossal e trajetória que faz dessa vida o maior barato!!!! Que coincidência louca, eu entrar no Brazilian e encontrar essa espetacular e vasta matéria sobre o "VELUDO"???? A banda que mais marcou dentre as 4 bandas que se apresentaram, aqui no Rio, no primeiro concerto de Rockprog efetivamente do Brasil. Foi inesquecível... Aquele teatro apinhado de gente, (record absoluto de público de todos os tempos do "João Caetano") em dois dias, seguidos. Cada banda aproximadamente apresentaram 2hs de som. O VELUDO estreando, "ARRASOU", Foi a terceira a entrar e começcaram com o seu tema de abertura que já diferia. "VELUDEANDO". Muito louco, viaqjante, alucinante!!!! Valeu demais terem publicado sobre essa histórica e épica banda, que trouxe o ineditismo eclético e sensatos temas que é o ponto diferenciado dentre todas as que já se ouviu e viu!!! Parabéns. Viva!!!

Anônimo disse...

Foi uma idéia muito legal! Só quero dizer obrigado pela informação que você tem compartilhado. Basta continuar a escrever este tipo de post. Eu serei o vosso fiel leitor. Obrigado mais uma vez.

Nelsinho Laranjeiras disse...

ENTREVISTA com Nelsinho Laranjeiras (Primeira Parte)
Quanto ao Veludo. É simples: Elias e Paul fundaram o grupo (74). Enquanto isso eu fundava um outro grupo com Paulinho Muylaert, Miguel Pedra e Ari Mendes. Depois da estréia do Veludo (74) dois componentes saíram (Pestana e Pedro Jaguaribe) Elias me ligou e me convidou para entrar. Avisei que não deixaria de tocar com o meu outro grupo. Concordaram. Assumi (apoiado por Elias e Paul) a responsabilidade de mudar todos os arranjos que quisesse. Surgia assim o som do Veludo. Após 1 ano de banda escolheram uma música minha para ser tema da novela Roque Santeiro. Juntei o Veludo com o meu outro grupo e gravamos pela Som Livre. Gustavo (bateria) saiu da banda para tocar com Jorge Ben. Entrou Ari Mendes que pertencia a meu outro grupo. A novela Roque Santeiro foi censurada pela ditadura. Balde de água fria. Logo depois Paul de Castro foi convidado para entrar para os Mutantes e aceitou. Neste momento Elias decidiu sair para casar, assumir a loja de jóias do seu pai e investir numa carreira solo. Fiquei sozinho com o Ari (que não era baterista e sim guitarrista) Neste momento liderei a mudança. Trouxe os outros componentes do meu outro grupo (Paulinho Muylaert, Miguel Pedra) para o Veludo. Chamei o Afonso Correa (Equipe Mercado) e a Flavia Cavaca (Paulo Bagunça e a Tropa Maldita) e demos início a segunda formação do Veludo, agora com um som mais latino e sem abandonar o progressivo, liderado por mim.

Nelsinho Laranjeiras disse...

Entrevista com Nelsinho Laranjeiras (Segunda Parte) Miguel Pedra (do meu antigo grupo) estava no sul, aceitou o meu convite e voltou ao RJ para assumir o vocal principal do Veludo. A carreira solo do Elias ainda não tinha dado certo, e ele pediu para voltar. Ninguém queria. Eu banquei sozinho a volta dele para o grupo.
As coisas tinham mudado. Elias não se sentia feliz, pois não era mais o protagonista no próprio grupo que tinha fundado. Após alguns shows ele decidiu sair novamente para tentar novamente outra carreira solo e gravar com o Ney Matogrosso. Continuei liderando o grupo por mais um ano. Em 78 decidi terminar o grupo. O último show do Veludo foi no projeto “Verão a 1000” com o Parque Lage lotado.
Nos anos 90 Elias quis voltar com o Veludo e me chamou. Tinha uma proposta. Todas as músicas seriam dele (carreira solo). Não concordei. Seria o mesmo que os Beatles voltassem sem as músicas do Paul. Ele me largou de lado e chamou o Marcelo Sussekind e o Lincoln. Fizeram alguns shows como Veludo. Todas as músicas eram do Elias. Não reclamei e ainda fui prestigiar o show.
Em 2013 reencontrei o Miguel Pedra pela Internet e ele se propôs sair do Amazonas (onde morava) e vir para ao Rio para gravarmos as músicas tocadas pelo Veludo na segunda formação, para isso eu iria procurar um patrocinador do projeto. Hoje, acabamos as gravações. Ela traz uma das vozes mais marcantes da história do rock brasileiro. Até mesmo Sergio Dias se surpreendeu. Miguel Pedra. Ele mesmo, veio do Amazonas para RJ para cumprir a sua última jogada. Morreu alguns meses depois do término das gravações, mas deixou registrado suas letras, suas músicas em parceria comigo, e sua voz inconfundível.

Nelsinho Laranjeiras disse...

Entrevista com Nelsinho Laranjeiras (Última parte) Em 2013 comecei a produzir o disco: Veludo 2015 “Penetrando por todo caminho sem fraquejar” Nele fica registrado o repertório que o Veludo tocava durante a segunda formação (76/78) Miguel, que juntamente comigo, tinha fundado o grupo em que eu tocava quando fui chamado para o Veludo, e que mais tarde, a meu convite, assumiu o vocal principal do Veludo, se foi. É a ele que estou dedicando o atual trabalho. Veludo 2015
Obs: O nome do meu outro grupo em 72 era “Penetrando por todo caminho sem fraquejar" Que é uma das músicas do atual disco. Reuni todos os componentes possíveis para realizar este trabalho. Os dois filhos do saudoso Paul de Castro (fundador da banda) Daniel de Castro - bateria e Diogo de Castro - guitarra. E mais Miguel, eu, Flavia Cavaca e Paulinho Muylaert (oriundos da segunda formação) Esse é o Veludo atual no novo disco. Ari Mendes e Afonso Correa (que também integraram a banda na segunda formação) não participaram por morarem em outro continente. O outro fundador da banda Elias, não participou por problemas parecidos com os de Syd Barrett (Pink Floyd), se é que me entendem... Grande abraço e estou disponível para novas explicações no intuito de nada ficar nebuloso.

Nelsinho Laranjeiras disse...

Entrevista com Nelsinho Laranjeiras (Segunda Parte) Miguel Pedra (do meu antigo grupo) estava no sul, aceitou o meu convite e voltou ao RJ para assumir o vocal principal do Veludo. A carreira solo do Elias ainda não tinha dado certo, e ele pediu para voltar. Ninguém queria. Eu banquei sozinho a volta dele para o grupo.
As coisas tinham mudado. Elias não se sentia feliz, pois não era mais o protagonista no próprio grupo que tinha fundado. Após alguns shows ele decidiu sair novamente para tentar novamente outra carreira solo e gravar com o Ney Matogrosso. Continuei liderando o grupo por mais um ano. Em 78 decidi terminar o grupo. O último show do Veludo foi no projeto “Verão a 1000” com o Parque Lage lotado.
Nos anos 90 Elias quis voltar com o Veludo e me chamou. Tinha uma proposta. Todas as músicas seriam dele (carreira solo). Não concordei. Seria o mesmo que os Beatles voltassem sem as músicas do Paul. Ele me largou de lado e chamou o Marcelo Sussekind e o Lincoln. Fizeram alguns shows como Veludo. Todas as músicas eram do Elias. Não reclamei e ainda fui prestigiar o show.
Em 2013 reencontrei o Miguel Pedra pela Internet e ele se propôs sair do Amazonas (onde morava) e vir para ao Rio para gravarmos as músicas tocadas pelo Veludo na segunda formação, para isso eu iria procurar um patrocinador do projeto. Hoje, acabamos as gravações. Ela traz uma das vozes mais marcantes da história do rock brasileiro. Até mesmo Sergio Dias se surpreendeu. Miguel Pedra. Ele mesmo, veio do Amazonas para RJ para cumprir a sua última jogada. Morreu alguns meses depois do término das gravações, mas deixou registrado suas letras, suas músicas em parceria comigo, e sua voz inconfundível.

 
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